Olá! Este é meu blog pessoal! Caraca, mas quem sou eu? Não sei, quando descobrir te aviso. Mas posso dizer o óbvio, que sou a Cris Linardi, escritora e compositora em início de carreira - sonhando sempre! Nesta página você confere minhas últimas postagens que vão de confissões balzaquianas - porque adolescente já fui há tempos - a notícias de coisas que considero relevantes. Não deixe de conferir Meus Vídeos Favoritos no YouTube, ao pé da página, além de alguns recursosinhos aí no canto direito. Ah, e não deixe de comentar minhas postagens, vou ficar muito feliz! Quer um texto meu no seu blog/website?
Chega um momento na nossa vida, principalmente quando você dobra as esquinas das décadas – e no meu caso foram três – , em que deve-se assumir certas coisas. Sim, eu sou drogada. Me dei conta disso há tempos, mas admitir mesmo, demorei. Outro dia, admiti valer-me deste blog como uma espécie de confessionário pessoal onde não há o sacerdote do outro lado; como se ao lançar as palavras, as mesmas se evaporassem e os pecados se expurgassem.
Existe essa droga extremamente poderosa que me viciou e praticamente dita muitas coisas na minha vida que é a “música”. Vejam bem, meu analista (o espelho) já havia me alertado para o fato, acontece que eu sempre confundi a música como órgão do corpo, organismo funcional dentro de mim ou parte mesmo da minha alma, portanto, jamais imaginaria tratar-se de algo viciante e externo.
Refletindo sobre a minha pessoa, volto meu olhar para o momento da concepção do meu ser e penso na produção do mesmo. Nove meses sendo preparada e construída a base de amor, expectativas e, claro, música. É, eu fui embalada via cordão umbilical por músicas do Abba e do Bee Gees, portanto esse vício já me foi induzido no útero materno. Após o meu nascimento, fui iniciada, também por meus pais, à beatlemania e ao mercuryanismo (Fred Mercury, para os leigos). Fui crescendo e me envolvendo em movimentos ainda mais estimulantes, tais como A-ha e outros músicos exportados.
Obviamente que tenho muitas influências familiares neste processo. Meu avô materno é violeiro de longa data e me lembro de meu pai, seu genro, tentando aprender violão por anos a fio. Eu, inclusive, tive acesso ao instrumento e aos seus livrinhos de cifras, desses comprados nas bancas de revistas e com as folhas internas parecidas com jornal. Meus irmãos também foram influenciados e ambos são violonistas, um capengando, o outro mandando muito bem a ponto de fazer apresentações.
Maiores reflexões me levaram a entender a confusão infantil que eu fazia de meu pai Antonio, com o poeta John Lennon. O fato de ele ser o sósia brasileiro do beatle causou alguns – não muito relevantes, frizo – problemas de identidade em mim que, na época da pré-adolescência já cantava Legião Urbana: “quero me encontrar, mas não sei onde estou”. Desde criança eu tinha essa certeza que não era daqui.
No entanto, não pensem vocês que eu passei a adolescência curtindo só rock nacional. É bom deixar claro que este vício levou-me à alucinação por Titãs e isso foi uma das coisas positivas. Mas eu também tive meus momentos de dance music. Vocês se lembram do DJ Bobo, Milli Vanilli, Nicky French, Angelina e 2Unlimited? Pois bem, vocês notaram que minha adolescência foi nos anos 90, certo? Eu fui muito contaminada, nessa época, pela música Techno e a Eurodance.
Teve uma banda, o Ace Of Base, que foi o alvo de minha devoção e me fez quase ter um infarto à época de sua passagem pelo Brasil, quando os quatro suecos com cara de gato e muito parecidos com o Abba, se apresentaram no Domingão do Faustão. Eu era uma adolescente introvertida, que já esfolava os cadernos e diários, mas – para o bem da humanidade – não guardo registros escritos disso.
Após o período muito difícil entre a adolescência e a vida adulta, comecei a ir pelo bom caminho e parei com as músicas eletrônicas e seus derivados. A droga começava a fazer efeito positivo e o rock iniciou transformações de caráter e modificações em minha personalidade muito drásticas (digo, boas).
Olhem vocês, que incoerência. Ao mesmo tempo em que eu curtia dance music no rádio – eu sou do tempo que a Cidade FM, de Campinas, só tocava isso –, eu me vestia como uma roqueira, me comportava como uma roqueira, mas não conseguia nem ir às discotecas dançar música eletrônica ou curtir, no rádio mesmo, rock mais pesado. Obviamente que mais tarde entendi, com a ajuda da terapia refle(xi)tiva que eu estava com aquela famosa crise de identidade adolescente. Trata-se da chamada Necessidade de Aceitação Aguda que deve ser tratada com muita terapia auto-reflexiva. Ela costuma ser pior quando a pessoa encontra-se na vida adulta e tende a piorar gradativamente, tornando quase impossível seu tratamento na terceira idade. Quase impossível, entenda.
Voltando para o foco, que é a droga a qual sou viciada, lá pra meados do fim dos anos 90 eu me apaixonei completamente pela banda irlandesa U2 e isso teve um impacto muito forte em minha vida. Ao mesmo tempo em que quase cheguei às vias da insanidade por conta do fanatismo, também fazia terapia sem saber, já que a droga que Bono injeta em suas músicas é letal para o mal humor, depressão e egoísmo. Você acaba ser tornando um ser humano melhor mesmo sem querer. Isso é fato.
A partir do meu envolvimento com a droga irlandesa, outras drogas igualmente viciantes começaram a fazer parte do meu aparato. Alanis, Capital, Engenheiros, Paralamas, Barão e Cazuza, Oasis, The Cramberries, R.E.M., Dire Straits, Metallica, Nirvana, Scorpions e tantos outros. Devo enfatizar que a droga brasileira é a mais poderosa.
Hoje em dia, estou mais para a MPB e o rock nacional. Não são drogas tão alucinógenas quanto o BRock 80, mas te garanto que ainda fazem efeito.
Bom, termino explicando algumas coisas aos leitores mais desavisados.
1 – Nunca experimentei drogas. Já tive a curiosidade acerca das sensações, mas neste caso, sucumbi ao medo do vício.
2 – Nunca fumei. Nem tive aquelas brincadeiras de criança que se finge estar fumando com canetas. Imaginar aquela fumaça toda entrando pela minha garganta me causava horror.
3 – Nunca fui adepta de atividades sexuais pervertidas ou fora do que a sociedade pensa ser ‘normal’. Parece idiota falar isso, mas ainda tem gente que pensa no rock com aquele jargão antiquado do ‘sexo, drogas e rock’n roll’. No meu caso, só tem o rock’n roll; drogas só os analgésicos e antibióticos consumidos em pequena escala e a música, que é a droga que mais consumo desde a infância.
4 – Não bebo álcool. Taí outra atividade tida como pervertida por alguns, o excesso no consumo de bebidas alcoólicas. Eu odeio até o cheiro da cerveja e essas bebidas multi-coloridas me causam repulsa, até porque tenho tanta azia que as imagino corroendo estômagos.
5 – Ainda não tenho carta de carro. Imagino que eu serei a companhia perfeita para qualquer balada após obtê-la, isso se eu não continuar tão caseira...rs.
6 – As síndromes e terapias mencionadas (pelo amor de Deus) são fictícias! É só uma brincadeira! Meus leitores da Fanfic sobre o Bones já sabem disso.
Fazendo um adendo importante. Amigos, curtam sem exagero. A música é uma dessas drogas que associadas a outras coisas – drogas sintéticas, naturais ou farmacêuticas, cigarros, bebidas alcoólicas, sexo pervertido, hipocrisia excessiva, falsidade ideológica, falta de respeito pelo ser humano – pode acarretar consequências não muito agradáveis. A palavra de ordem é moderação! Menos para a música, quanto a esta, só no volume, pra não ensurdecer no futuro. E não falo de estilo, apesar de o rock ser unanimidade, mas se você insiste no axé, forró, pagode, sertanejo etc e isso te faz feliz, aí tudo bem. Cada um com seu umbigo.
Como sofro do problema do vício-insano, resolvi colocar aqui vídeos pra relembrarmos. Desculpem, rockers, mas os vídeos são das eurodances passadas, tempos remotos que não voltam mais!
Abraços musicais!
Está no ar o blog "Os Letreiros", o blog da minha classe de Letras da FAC III. Vocês estão convidados a ler a arte de uma galera que está trilhando esse caminho dos 'tijolos amarelos' da literatura. Caminho esse que nos conduz à tesouros nacionais e internacionais e abre nossa mente para o conhecimento.
O povo é muito legal, os professores são super antenados com o conteúdo a ser passado e a unidade III é um lugar legal pra se enfiar nos livros.
Praticamente em frente à faculdade existe um salão-restaurante onde toca forró e sertanejo. E VOCÊS PENSAM QUE ENCONTRAM ESSA TURMA POR LÁ? Nã, nã, ni, nã, não! De vez em quando, quando não tem aula, a galera vai pro Naquelamesa, um micro-barzinho bem legal e bem próximo à faculdade. Lá, além de porçõezinhas gostosas e muito 'papo-cabeça' (hehe), a gente curte grandes sucessos do Rock e da MPB num telão especialmente instalado pelo dono do lugar, que é um senhor muito simpático e atencioso. Um dia descubro o nome dele.
É isso! E nos vemos no próximo semestre, galera! Já estou com saudades!!!
Pessoas! O Blog da Cris está em Campanha pelo João Victor, que é uma criança especial e meu sobrinho. Vocês podem acessar a página para obter detalhes aqui:
Campanha João Victor
Peço a todos que me acompanham e leem meu blog, como favor pessoal, que colaborem com esta Campanha, pois é da vida de uma criança de 7 anos que estamos falando.
Grande abraço e agradeço pela colaboração de todos.
Alta madrugada. Um ser nas sombras de um mundo às escuras se confunde com os móveis imóveis do quarto vazio. As baratas e as lagartixas vagam livres pelos ambientes solitários. Não há som, não há visão, não há nada. De repente um riso cortante ecoa pela escuridão. Não é uma gargalhada maquiavélica como a de uma bruxa de história infantil. Não é uma risada ressonante que explode maligna em um desenho não tão infantil assim. Também não se trata de um riso escandaloso de atriz pornô ao fim de uma situação forçada. É mais do que isso. É um riso abafado, quase involuntário de uma blogueira meio nerd, meio esquizofrênica, que, quatro horas antes de acordar para trabalhar, encontra-se tão entretida com uma leitura que não consegue abandonar o objeto de seu foco.
Bom, queridos blogreaders, o objeto em questão é O Grande Livro dos Microcontos, que se propõe a ser 'um olhar sobre a epistemologia cotidiana e da nerdice'. Tomei conhecimento desta obra magistral através do excelente Programa Novo, da TV Cultura, programa este que sempre me traz coisas boas e se a proposta é para os adolescentes...bom, eu sou adolescente, tinha me esquecido que depois dos trinta voltamos a adolescer.
O livro é uma grande sacada do publicitário e designer de games Vince Vader (bom, o cara atende por esse nome mesmo) que viu além do que os olhos comuns poderiam ver no Twitter: criar microcontos de 140 caracteres. E cada microconto é mais divertido do que o outro, saca só:
Reinaldo tinha 500 visitas diárias no seu blog de Ragnarok, 1000 amigos no Orkut, 3000 seguidores no Twitter e nenhum centavo na conta.
Ivã era poeta, mas logo descobriu que vender sua obra na Porta do MASP só dava dinheiro pra dona do xerox perto da sua casa.
PC era geek e milionário, mas perdeu tudo e virou mendigo. Porém, todo $$$ q ganhava de esmola gastava em lan houses p/ atualizar seu twitter
Gostava de escrever suas aventuras de RPG em uma linguagem erudita e poética, por isso assumiu o pseudônimo de Machado D10 de Assis.
Gabriel implementou um programa de entretenimento sacro no Vaticano. Atendendo ao pedido de religiosos-gamers criou o PrayStation.
Dantas, no auge de seus 43 anos, saiu cabisbaixo da loja de calçados ao descobrir que a papete dos Transformers só tinha até o número 33.
Preocupada em atender o público gamer, Zíbia Gaspareto lançou um novo livro: Eu, PacMan e os fantasmas
Depois de um ano lendo HQs de heróis, Felipinho descobriu que no vestibular não perguntam qual o metal que reveste os ossos do Wolverine.
Vini tinha 500 bonecos d Star Wars, 20 edições especiais dos filmes, 45 réplicas d fantasias e um IMPÉRIO d dívidas por conta da sua nerdice
Ao ver que a fada madrinha havia dado vida ao boneco Pinóquio, o safado Gepeto tratou de esculpir uma boneca bem gostosa de madeira
Nossa! Vou parar por aqui senão publico o livro todo!!! Muito hilário! Dedico essa postagem a mim mesma que talvez seja nerd, gosto de X-Men (eu sou a Vampira) e rock, ao meu amigo Vinnie fã de RPG, Kuiat Eco e um pouco de sacanagem (opa, apaga isso), ao meu amigo Octávio que é louco por computadores e é nerd, com certeza, à Carolzinha, uma poetisa bebê em formação, meio emo, meio roqueira, meio sei lá e ao meu irmão Anderson, que com certeza é muito nerd, muito Nardi, fã de video-game e do filme Twister.
Quem quiser baixar o livro é só clicar AQUI.
Vince Vader serviço
Twitter: http://twitter.com/vincevader
É sutil o efeito que um envenenamento causa no organismo quando ingerido, bem como é sutil a tortura e o abuso psicológico sofrido dentro de um ambiente tão familiar quanto nossa própria casa.
Falar sobre violência doméstica e as terríveis marcas que esta deixa em nós é algo delicado e, por vezes, doloroso. Contudo, descobri que as fênix que renascem depois desses períodos conturbados se tornam mais belas e a missão de aliviar as dores alheias acaba sendo vista como uma espécie de redenção e expurgação do passado.
Eu tive dois agressores em meus trinta anos de vida. Não confesso isso para me promover ou tampouco depreciá-los. A verdade é que falar disso só me faz entender o quão madura estou a ponto de perdoá-los.
Eu tive um pai muito confuso. Ele precisava fazer as coisas para saber se estava acertando ou errando e eu, por ser a filha mais velha, vivi o difícil período em que ele estava aprendendo a ser pai. Censura, joguetes psicológicos, violência física e emocional; todas essas coisas estão mais presentes em qualquer casa do que se imagina. Às vezes a sutileza, quando notada, é assustadora.
Meu segundo agressor foi meu ex-marido. As mesmas pressões, censura, violência física e psicológica, os jogos de tortura e de poder. Tudo muito difícil, período marcado por sentimentos de culpa e medo.
As reflexões que faço hoje em dia são mais profundas porque entendi que somos seres dotados de uma coisa que não nos pode ser roubada: a liberdade. Ela está dentro de nós, no entanto, nós mesmos é que, muitas vezes, permitimos sermos aprisionados.
Eu perdoei meu pai. Ele se tornou um ser humano muito melhor. Graças às terríveis experiências do passado, eu posso escrever acerca de dor, eu a senti. Posso escrever acerca de desespero, eu o vivi. Posso escrever sobre depressão, eu a tive. Posso escrever sobre perdão, eu o dei e recebi.
Eu perdoei meu ex-marido. Entendo que ele sempre teve sérios problemas psicológicos e comportamentais. Obviamente que não há desculpa para a violência, mas sei que ele já reconhece que o passado a gente não conserta e que o futuro pode ser mudado através do presente.
Sou uma mulher muito melhor hoje, mais madura e experiente. Existem marcas, isso é óbvio, mas todas elas são para me lembrar que o agora, este momento, é tão único e especial.
Escrevi isso após ler a postagem “As Sutilezas do Abuso Emocional” do blog Uma Mulher, da terapeuta Maria de Fátima Jacinto. Eu participo da comunidade Lei Maria da Penha, que é uma rede para troca de ideias acerca da aplicação da lei e uma espécie de organização de apoio às vítimas da violência doméstica. Aproveito a postagem para comentar que eu me considero uma ativista da paz, do amor e da obsequiosidade e vou continuar gritando acerca dessas coisas enquanto eu viver. Utilizo todos os canais que tenho e as ferramentas que disponho, valendo-me principalmente de minhas letras e melodias.
Ah...e só pra constar. Ativista e simpatizante são duas coisas diferentes. O que você tem sido?
Conheci recentemente duas coisas boas na música.
Juliana R. é uma garota sorocabana de 21 anos e voz doce (tô apavorada com essa incidência, vide Tiê e a já famosa Fernanda Takai, mas eu acho que há lugar pra todas, né?). Suas músicas são delicinhas Cult e eu nem sei fazer crítica de música. Deixo, portanto a apresentação para Giancarlo Rufatto, do blog Porumavidanovaecincopãezinhos.
Juliana R. é uma garota sorocabana de 21 anos e voz doce (tô apavorada com essa incidência, vide Tiê e a já famosa Fernanda Takai, mas eu acho que há lugar pra todas, né?). Suas músicas são delicinhas Cult e eu nem sei fazer crítica de música. Deixo, portanto a apresentação para Giancarlo Rufatto, do blog Porumavidanovaecincopãezinhos.
Eu conheci essa menina quando ela apareceu no Programa Novo da TV Cultura, semana passada, e tocou duas delícias sonoras: “El Hueco” e “Pela Metade”, ambas uma mistura sensual vocal com instrumental molenga e dengoso (hehe, gostaram, héin?). A coisa toda é folk, meu! E eu nem acho que curto tanto folk assim, acho que é essa coisa indie e underground que me chama a atenção. É como se em uma loucura de cidade com tráfego intenso, houvesse marginais misteriosas pulsando uma cultura impossível de ser vista a olho nu. Pois é, fazem-se músicas. É um pulso que sempre pulsa. Acho que quanto mais independente atiça-me a curiosidade, se a coisa é boa mesmo, aí gamo. E eu nem sou tão exigente assim. Ainda não fui mordida pelo bicho do egocentrismo, esse que vem quando a gente acha que sabe fazer alguma coisa melhor que outrem...rs.
Olha que delícia castelhana...
Guitarrinha malandra e vocalzinho quase infantil...apaixonante!
Juliana R. serviço:
www.myspace.com/juliana.r
Bom, outra ‘coisa’ que conheci foi o Hotel Avenida, justamente por causa do blog de Giancarlo Rufatto, membro da banda, que falava sobre a Juliana R. Matei dois com uma postagem só. Repetindo: como não sou boa crítica de música – porque quando gosto eu gosto e quando não gosto não gosto –, uso o parágrafo dos próprios caras da banda publicado no MySpace (sorry).
www.myspace.com/juliana.r
Bom, outra ‘coisa’ que conheci foi o Hotel Avenida, justamente por causa do blog de Giancarlo Rufatto, membro da banda, que falava sobre a Juliana R. Matei dois com uma postagem só. Repetindo: como não sou boa crítica de música – porque quando gosto eu gosto e quando não gosto não gosto –, uso o parágrafo dos próprios caras da banda publicado no MySpace (sorry).
A Hotel Avenida surgiu de um projeto do vocalista Ivan Santos (OAEOZ) e de Giancarlo Rufatto iniciado com um EP lançado no final de 2008. A vontade de apresentar ao vivo as canções do EP e outras que estavam sendo compostas fez com que os dois decidissem recrutar outros músicos para montar uma banda. Assim, no começo de 2009 a dupla ganhou os reforços de Carlão Zubek (OAEOZ, Folhetim Urbano), do baixista Rubens K (ruído/mm) e do multi-instrumentista Eduardo Patrício na bateria e teclado.
O som dos caras (como eles mesmos definem) é uma mistura de soul, folk, blues, jazz, indie e pop. No conjunto todo gostei, mas a música “Noturna” foi a que mais me chamou a atenção. Eu adoro essa coisa sombria das notas menores e a mistura de sax (é sax, né?) com solos de guitarra transformou o som dessa música em algo sensual e misterioso que é, no mínimo, lentamente alucinante. Eu só peço perdão ao vocalista, creio ser o próprio Rufatto, mas sua voz não encaixou na coisa toda (a canção em questão), mas quem sou eu? Uma mera ouvinte e só. Contudo, gostei muito da voz dele na música “Da falta Desse Ar”; essa falta aparente de fôlego em alguns pequeninos trechos é que é atraente. Sem contar que sua voz parece a de um garoto melancólico implorando um amor...distante, né?
Infelizmente, não encontrei os vídeos das canções que mencionei.
O som dos caras (como eles mesmos definem) é uma mistura de soul, folk, blues, jazz, indie e pop. No conjunto todo gostei, mas a música “Noturna” foi a que mais me chamou a atenção. Eu adoro essa coisa sombria das notas menores e a mistura de sax (é sax, né?) com solos de guitarra transformou o som dessa música em algo sensual e misterioso que é, no mínimo, lentamente alucinante. Eu só peço perdão ao vocalista, creio ser o próprio Rufatto, mas sua voz não encaixou na coisa toda (a canção em questão), mas quem sou eu? Uma mera ouvinte e só. Contudo, gostei muito da voz dele na música “Da falta Desse Ar”; essa falta aparente de fôlego em alguns pequeninos trechos é que é atraente. Sem contar que sua voz parece a de um garoto melancólico implorando um amor...distante, né?
Infelizmente, não encontrei os vídeos das canções que mencionei.
Baladinha...
POEMAÇÃO CINCO
Homenagem a Cassiano Nunes
Um Sarau Videoliteromusical
Recebi por email e me senti na obrigação de divulgar. Aos amigos de Brasília, não percam essa oportunidade!
A Biblioteca Nacional abre suas portas para o quinto POEMAÇÃO privilegiando a poesia brasiliense, trazendo de volta o projeto de grande sucesso da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília, em 2008.
Sob a coordenação dos poetas Marcos Freitas e Jorge Amâncio, o quinto Sarau Videoliteromusical será realizado no dia 2 de dezembro de 2009 no auditório da BNB sito no 2º andar.
O Poemação 5 prestará uma homenagem ao poeta santista brasiliense universal Cassiano Nunes Botica (1921-2007).
Música e Poesia com Paulo Djorge, o acordeom de João Nascentes e o violão do cantor e compositor Márcio Bomfim estarão presentes no Sarau Videoliteromusical.
A poeta mineira, multifacetária, Brenda Mar(que)s Pena lança Poesia Sonora: história e desdobramentos de uma vanguarda poética.
O jornalista escritor e documentarista Paulo José Cunha relança "Perfume de Resedá", uma poesia épica que conta a estória afetiva da Nação do Phyauí.
Nicholas Behr nos traz o seu recente La Brasíliada, edição bilíngue, traduzida pelo poeta cubano Jesús J. Barquet.
O livro “O Amor de Mariano” reúne os contos publicados inicialmente em jornais, do maranhense Marco Paulo Haickel.
A poesia do criador do Coletivo dos Poetas, patrono da feira do livro da cidade de Altos no Piauí neste ano, Menezes y Morais e o poeta e engenheiro Marcos Freitas, piauiense, nascido na rua do barrocão, mostram seus versos, prosas e algumas ideias.
O público apresenta a sua poesia em Poesia na Plateia.
LOCAL: Auditório da Biblioteca Nacional ( 2º Andar)
Data : 02 de Dezembro de 2009
Horário: das 19h00min às 21h00min
Entrada Franca
A gente começa um pouco tímido, de repente alguns ventos contrários surgem. Mas existem os ventos a favor, eu sei.
Escrevo há muitos anos, desde o início da adolescência. O medo da rejeição e a timidez sempre me fizeram manter meus escritos escondidos em gavetas, diários e até o sótão de casa. Nunca abandonei este sonho. Quando eu muito nova, meus vislumbres do futuro sempre me traziam à mente uma mulher idosa, escrevendo seus romances à beira de uma janela que se abria para um enorme jardim, onde seus netos brincavam alegremente. Meus amigos já ouviram isso várias vezes.
Eu fiz uma escolha. Adiei este sonho por quase dez anos, para ser mãe, mas as poesias e histórias ainda eram documentadas. A idade balzaquiana me trouxe certa maturidade e hoje consigo, afinal, expor minha arte. Obviamente com a discrição de uma mulher que, no fundo, tem uma alma levemente tímida.
Desde que comecei a me expor, contudo, nunca tinha vivido a experiência que vivi hoje. Sou aberta às críticas, de todo o tipo, sei que devo estar preparada porque esta vida é um aprendizado diário. Recebi um email cujo teor era muito duro, seu autor fez críticas ferrenhas ao meu texto. Eu fiquei momentaneamente chateada, mas como dou uma de filósofa-pensadora o tempo todo, comecei a raciocinar.
O autor do email disse essas palavras: “acho que vc merece uma opinião honesta: você escreve muito mal, Cristina. O trecho que vc destacou em lilás é terrível, vazio, não diz coisa com coisa e os adjetivos são péssimos. A boa notícia é que vc pode até ganhar dinheiro como escritora, sabia? Em um país de analfabetos funcionais, é bem provável que vc encontre bastante gente que goste do que vc escreve”.
Terrível, não? Principalmente para uma escritora iniciante. Mas não demorei muitos minutos para fazer algumas reflexões. Então resolvi blogá-las para que meus leitores, incluindo os vários amigos escritores que conheci nesse tempo que, assim como eu, também estão iniciando, possam pensar a respeito.
1º. Seu texto NUNCA poderá agradar a todos os públicos. Simplesmente porque existem pessoas e pessoas e se você agradar demais pode começar a desconfiar e tentar descobrir se o feedback que anda recebendo é sincero.
2º. Existem críticas construtivas e destrutivas:
As críticas construtivas podem até ser negativas, mas o crítico em questão vale-se de seu CONHECIMENTO EM LITERATURA e te dá boas sugestões para que você melhore seu texto.
As críticas destrutivas normalmente são depreciativas, ainda que o crítico use seu conhecimento para depreciar sua obra. O pior (ou melhor), no entanto, é quando ele NÃO TEM CONHECIMENTO e te critica baseado em puro gosto particular.
Conclusão
Refletindo pude entender melhor o que meu ‘colega’ escreveu. Ele menciona “os trechos destacados em lilás”, ou seja, aqueles parágrafos mencionados no MENU acima “Cris na Literatura” para apresentar um trecho das crônicas.
Pensem, queridos. Um crítico que sentencia que você escreve muito mal, que seu texto é vazio, não diz coisa com coisa, tem adjetivos péssimos, baseado apenas em dois PARÁGRAFOS de texto merece crédito?
E você se deprimiria tentando encontrar os erros apontados por uma pessoa cuja PROPRIEDADE no assunto é desconhecida?
Meu professor de teoria literária, que é doutor pela Unicamp, comentou há algum tempo que eu escrevo bem, tenho coerência e me deu dicas de como melhorar o que escrevo. Meu outro professor de Gramática é um entusiasta de minhas postagens, já conversamos sobre isso: o fato de eu ter CONTEÚDO.
Meu objetivo aqui, vejam bem, não é me enaltecer e depreciar o autor do email. Eu achei que as reflexões que fiz acerca da dura crítica que recebi poderiam ser muito úteis para vocês, escritores amigos que estão iniciando agora, porque a qualquer momento nos deparamos com coisas como essa.
E o que vamos fazer? Cair em prantos e chorar a rejeição? Apagar o blog inteiro para que nem o Google encontre seus textos péssimos e vazios? Se acalmem, amigos. Numa situação como essas, a gente pára, pensa e então conclui algumas coisas. Mas não desiste, nunca!
A vida tem altos e baixos. Hoje recebi esse email com essa crítica destrutiva, ontem, contudo, uma amiga comentou que sua prima é minha leitora assídua. Semana passada minha mãe disse que uma colega de trabalho ficou encantada com uma crônica minha e um amigo que não via há algum tempo, após eu comentar que estava publicando uns textos, comentou: “E eu não sei? Você não sabe, mas eu sei tudo sobre você, estou acompanhando tudo”.
Foto: Fernando Zenmaster
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