Hoje saiu minha primeira publicação no Blog Manufatura. Sua proposta, como descreve a escritora Larissa Marques, é trazer literatura de maneira artesanal. Meu dia é sempre 10 e eu me organizei para publicar somente contos fictícios e um pouco bizarros por lá. Como sou novata no mundo literário (lembrem-se, escrevo desde os 12 ou 13), ainda estou procurando meu próprio estilo. Para tanto, leio de tudo e escrevo de tudo. Aqui, ensaio artigos literários com toques pessoais e jornalísticos (ah, tá!), poesias no Mulheres Nuas, matérias mais elaboradas ou não lá em Os Letreiros, notícias sobre literatura com tom jornalístico e pinceladas literárias no CultCampinas e absolutamente QUASE tudo o que crio no Recanto das Letras. Também estou trazendo do mundo dos 'mortos' o blog da escola Emílio Miotti.
Coloco abaixo um trecho do conto Insólito para vocês apreciarem uma mente insana. Em nome do marketing, para ler o resto vocês podem clicar no link e ir lá pro Manufatura. Vale a pena.
Insólito
By Cris Linardi
Não conseguia dormir. Algo me incomodava. Sentia-me mal como se houvesse uma infecção pustulenta sob minha pele. Um estado febril de excitação misturado ao frio da espinha que voltava a cada instante. Os lençóis não me continham. Os pensamentos não me deixavam. A mente voando feito louca, viajando pelos locais mais obscuros de minhas memórias. Medo, dor, dúvidas. Parecia haver uma camada fina de areia sobre o colchão, meu corpo reclamava pequenas bolhas doloridas e minúsculas. Pulei da cama. O corredor estava em silêncio. Pelo apartamento, figuras disformes e escuras dominavam o cenário. Eu vaguei, sonolenta, pelos cômodos, misturando real e irreal, minha mente pregando peças. De repente me vi. Alta, branca, cabelos bagunçados, parecia saída de uma mente insana. Continue lendo...
Foto: Joe Ant
Impossível para mim seria esconder meus sentimentos. Eles são visíveis como um arco-íris após uma forte chuva, lindo, esplêndido, uma mistura de cores e uma explosão de alegria tamanha, que só quem vislumbra em estado de encantamento pode sentir.
Para tanto fiz um texto, movimentada internamente por um fogo brando, porém vivo, uma sensação de contentamento, por vezes misturada à insegurança. Refletindo sobre ele, antes mesmo de publicá-lo, grito pra mim mesma: Louca! Tu és uma louca! E grito de volta: Sim! Mil vezes louca!
Ontem, após revisar e formatar, encaminhei os originais de minha primeira antologia poética para a editora Multifoco, que será a responsável por dar forma a meus sonhos. A escolhi após minuciosa pesquisa, indicada por amigos, e enviei o meu tesouro mais íntimo, mistérios de minha alma, para serem descobertos por outros olhos. Processo necessário.
No entanto, hoje já me vem muitos outros poemas, muitas outras poesias, porque minha alma é incansável e, mesmo exausta, grita. Tantas pessoas escondem debaixo dos seus tapetes e até sob a pele as suas misérias e ignorâncias mais dissimuladas ou tolas. Por que eu haveria de esconder o amor? A coisa boa, a maravilha de se descobrir apaixonado? Essa louca sanidade íntima que move dentro da gente, que nos faz ter uma incontrolável vontade de gritar até a voz se perder no horizonte, gritar o nome da pessoa amada. Eu gostaria de fazê-lo, mas atenho-me às boas maneiras, à educação, aos bons costumes. E me contento com um grupo de palavras missionárias, enviadas de minha alma com a finalidade de transmitir uma mensagem codificada.
Ele vai receber essa mensagem. Lê o que escrevo. O objeto da minha insônia, o motivo de minha alegria sem motivo. Dono dos meus pensamentos que, é provável, se assuste com tamanha (in)sanidade emocional. Mas filósofa que penso ser, conclui que ele não precisa me querer, não precisa corresponder em mesmo grau ou medida ao meu louco sentimento. É livre e eu sou tão livre quanto. O bom dessa coisa toda é que o que gruda uma pessoa na outra não é o corpo, não é a presença física, mas sim uma coisa mais densa, mais íntima, uma comunicação muda de sentimentos etéreos e totalmente insanos às mentes tidas lúcidas.
Fico me questionando se em sua vida conheceu ser tão insano. Porque eu não conheci. Só tem gente ‘normal’ a minha volta. E todos estão tão infelizes...
Olha minha louca poesia, parida em momento de catarse emocional.
Amo-te com paixão
Cris Linardi
Amo-te com paixão
Dessas loucas, desmedidas
Que nos fazem perder a cabeça e enlouquecer com frequência
Amo-te e isso é inato
Sem sentido, sem freios ou regras
Movimenta meu corpo e ecoa nos sentidos
Porque meu amor é o mesmo para contigo
É o mesmo para meus filhos
É o mesmo para meus pais
Mas a paixão, essa escassa também tenho às crias
Mas só a elas
A ti tenho avassaladora, louca, insana
Essa que existe só para entorpecer, mover e agir
Mas o amor é sereno, é claro, é límpido
E só dele nosso amor não suportaria
Sem a paixão sem medidas o amor estaria fadado à fraternidade
Sem a sensualidade dos olhares, a troça da língua solta
E nossa conversa muda entre aqueles que não conhecem nossos segredos
Publicado em 07/02/10
RL T2072891
Post Scriptum: Totalmente influenciada pelos textos de Adélia Prado, objeto de minha pesquisa mais recente para publicação no blog CultCampinas.
Foto 1: Espaço Cultural Shakti
Foto 2: Menino Tímido
O CNA está com um slogan atualmente que vejo sempre num outdoor no caminho do trabalho. “Viva com paixão e o sucesso correrá atrás de você”. Não sei se é bem isso, mas a ideia é essa. Na primeira vez que vi pensei comigo que sabia do que estavam falando. A vida é cheia de surpresas, grandes e pequenas, todas mágicas. Eu já tenho uma frase que costumo associar à minha pessoa: “Caminhe em direção aos sonhos, eles vêm até você”, já escrevi várias vezes, porque eu acredito piamente nisso. Enquanto não se dá o primeiro passo, não há movimentação ou conspiração nesta roda da vida que fará mudar os ventos ao nosso favor.
Acho que fé é uma coisa muito particular e importante, vivo diariamente os sutis milagres de uma vida cheia de aventuras. Imaginem vocês que ontem, depois de um dia louco de trabalho, reunião, atendimento, correria e uma planilha gigante que suspeito ser algum carma que estou pagando (brincadeira), finalmente consegui ir ao salão cuidar um pouco de mim. Comentei aqui que semana passada firmei uma parceria ótima com o Blog CultCampinas e já estou postando notícias sobre literatura na cidade, certo? Pois bem, eu decidi confeccionar artigos mais completos e elaborados para, mensalmente, falar sobre um escritor de Campinas. Em nossa “reunião de trabalho”, a equipe do blog comentou sobre a Academia Campinense de Letras e eu me lembrei que sempre tive curiosidades sobre o lugar, mas nunca cheguei mesmo a fazer uma pesquisa ou visitá-lo. Muito bem, em minha ‘cachola de carne’ começou uma movimentação mental de ideias para a primeira postagem e esta ideia surgiu.
Estou eu lá, recebendo os mimos da manicure – uma ex-colega de trabalho, Karina, que não via há meses – e a conversa rolando solta com sua mãe, Thereza Keiko, uma japonesa simpatissíssima que, segundo rumores, é uma das melhores. Conversa vai, conversa vem, ela me falando toda empolgada sobre o livro de 800 páginas que está lendo e mais os cinco sobre a estante próxima que serão igualmente devorados. Ficaram ambas excitadíssimas com o anúncio de meus trabalhos em literatura e tudo corria muito agradavelmente. Não sei em que momento foi, mas acontece que a D. Thereza comentou que tem um cunhado escritor. Fiquei super animada, já com um faro detetivesco de jornalista sem carteirinha de registro, que vê histórias e notícias em qualquer lugar. E não é que o homem tem ligação com o grupo de fundadores da Academia Campinense de Letras? E eu fiquei extasiada em como o ‘universo conspira ao nosso favor’, dadas certas circunstâncias em nossas vidas. Vivo com paixão e o sucesso anda correndo atrás de mim. Isso pode soar egocêntrico de minha parte, mas na verdade é uma gratidão tão profunda por Deus estar realmente me olhando com lente de aumento...e eu sou só uma formiga inquieta nesse formigueiro louco.
Bom, no mais, ainda deu tempo de chegar tarde, preparar o jantar enquanto meus dois pequenos bagunceiros liam Capitão Cueca e pulavam no pula-pula do Ben 10, lavar roupa, receber visitas que foram embora à meia noite e meia e ainda noticiar a programação do SESC Campinas no CultCampinas.
Serviço:
Thereza Keiko Cabelos
Rua Honoré Tournieux Filho, 102
Vila União Campinas-SP
Fone: (19) 9331-9993
Serviço:
Thereza Keiko Cabelos
Rua Honoré Tournieux Filho, 102
Vila União Campinas-SP
Fone: (19) 9331-9993
Foto: Arthurok
Eu poderia fazer aquele estardalhaço! Poderia mudar o banner para um festivo, poderia fazer inúmeras coisas diferentes no mês de aniversário do meu blog, mas é inviável. Como este é um blog pessoal, reservo-me ao direito de planejar e não cumprir. Acho que deveria, inclusive, colocar um “Regras de Uso”, onde consta: A Cris reserva-se ao direito de não cumprir o que promete! No caso do Blog, é claro!
Bom, galerinha, este mês meu Blog faz um ano de vida! Estou muito feliz, pois chego com mais ou menos 5400 contagens de acesso aí embaixo, mais ou menos 3500 acessos únicos, o que é uma boa média para um Blog pessoal de alguém anônima e pretensiosa como eu.
Como o Submarino e a Americanas.Com não estão patrocinando o meu blog e nem tenho convênios e parcerias com os grandes portais da rede, não farei grandes promoções por aqui. Também não fui convidada a dar entrevistas no site EPTV.Com ou Cosmo On Line e nem vou aparecer na TV, a festa é discreta e, portanto, aberta somente aos VIP.
Mas eu não poderia deixar de agradecer a presença diária de vocês e sua paciência em me aceitar no seu computador com certa frequência! Afinal são 45 inscritos e 39 seguidores no Google Conect, obrigada!
Portanto vou sortear nesse mês de fevereiro, todo sábado, entre os comentadores da semana, 4 CD’s autografados da banda Huaska, cedidos gentilmente pelo Rafael Moromizato e pelo Julio Mucci, caras gente boa que são vocalista e baixista do grupo, respectivamente.
Portanto, fica assim: todas as pessoas que comentarem durante toda a semana, estarão concorrendo ao sorteio no sábado à noite. Basta comentar e deixar email para contato. Sem preocupação com a divulgação do mesmo, ao moderar seus comentários, eu anoto o contato e libero o comentário sem o email, ok? Aí, todo domingo, anuncio o ganhador! Simples assim!
Huaska
Huaska é uma banda campineira/paulistana formada em 2003, por Rafael Moromizato (vocal), Carlos “Blinque” Milhomem (guitarra), Alessandro Manso (guitarra e violão), Julio Mucci (baixo) e Caio Veloso (bateria e percussão). Seu som é rotulado de rock alternativo, mas a parte alternativa do rock deles é o samba e a bossa nova. Uma inversão de valores, num país onde o alternativo é o rock. O Huaska afirma a brasilidade no rock, para assegurar a esse ritmo americano uma particularidade tupiniquim, transformando-o e transportando-o para o pais do samba e dos botequins, sem perder seu peso.
O site da Trama os define assim:
Huaska é rock brasileiro de peso e dor. Traz temas angustiantes e contundentes que se misturam com inspirações góticas, platonismo e introspecção.
Em 2006, o grupo lançou o álbum E Chá de Erva Doce, com canções pesadas como “Sobre Você” e “Sua Beleza Me Faz Mal”.
Seu segundo trabalho, Bossa Nenhuma, lançado no ano passado, é, sem dúvida, mais maduro e mais inovador. A música “O Machete”, inspirada em conto de Machado de Assis de mesmo nome, é o carro-chefe do CD e traz uma qualidade impecável, tanto em som quanto em imagem (videoclipe).
Abaixo vocês conferem os clipes de duas músicas de trabalho do grupo, "O Machete" e a ótima "Menos Eu", ambas rolando soltas na programação da MTV. No site da banda você pode baixar o CD completo, mas aqui no Blog da Cris, neste mês, você tem a oportunidade de ganhar o CD autografado, o que é muito melhor, não acha?
Música excelente, letra perfeita e uma angústia visível na voz rasgada do Rafael. Olha esse "Machete", duelando com o violino, louco...muito louco.
Adoro essa música, quem nunca teve vontade de gritar que não está pra ninguém hoje? Sem contar que o clipe é fenomenal, essa sensação do grupo preso numa caixa é insólita e interessante.
Foto Huaska: Nique - Blog do Carlos "Blinque", guitarrista.
Estes dias têm sido bastante agitados em minha vida. E uma das coisas interessantes que aconteceram foram as parcerias que firmei. Parceria é sempre importante, boas parcerias, contudo, são fundamentais.
São dois os espaços já conhecidos na blogosfera em que estarei com frequência: o Manufatura e o CultCampinas.
O Manufatura é um espaço interativo, onde estão reunidos textos de diversas pessoas talentosas ligadas à literatura do nosso país. Minha amiga Joana Massen, que tem um talento excepcional para poesias e escreve uns contos muito inteligentes, posta lá todo dia 23 e fez a ponte entre eu e o escritor Rodrigo Domit. O Rodrigo, inclusive, criou um espaço muito legal para discussões acerca de produção cultural no nosso país. Quem quiser participar é só dar uma espiada lá: Cultura Brasileira.
Outro blog com quem firmei parceria foi o excelente CultCampinas, cujo calendário já está disponível em minha página principal há alguns dias. Minha colaboração por lá será trazer notícias do cenário literário campineiro, com postagens semanais. É um baita desafio, me faz lembrar dos tempos em que eu sonhava em cursar jornalismo. Agora com esse negócio de que jornalista não precisa ter diploma, quem sabe, não é mesmo? Acho que a poeira em torno desta “polêmica” já deve ter baixado, afinal quem escreve mal e publica deve saber que não está fazendo jornalismo. Enfim, sou uma escritora aventurando-me no texto jornalístico, apesar de já ter comentado por aqui que não sirvo para isso.
A proposta do CultCampinas é difundir a cultura feita em nossa cidade com maior compromisso, a fim de que o maior número de pessoas possíveis – e não somente um grupo seleto de intelectuais – possa ter acesso a tudo o que se produz de bom por aqui. É um canal em crescimento com grande potencial para se transformar em um conceituado e respeitado veículo de disseminação da cultura campineira.
Além das típicas notícias sobre literatura em nossa cidade eu também vou publicar com frequência, possivelmente mensal, artigos com escritores locais. Acho que essa forma independente de divulgar o que se faz por aqui é muito válida para todos, tanto os produtores e agitadores quanto o próprio público consumidor de cultura.
Confesso que o frio na barriga que dá ao se lançar numa empreitada como essa é grande, visto que ao me olhar no espelho percebo minha insignificância. Mas como humildade é tudo, admito então que não sou ninguém e se pudesse me fechava na minha ostra e só abria quando tivesse algum texto pronto a fim de que ele voasse pra algum lugar. No entanto, como já comentei aqui, sou portadora de uma “alergia intelectual” que não me dá sossego e diariamente sou acometida por convulsões de ideias e pensamentos soltos que precisam de direção.
Portanto, concluo que, como o apóstolo Paulo, que tinha seu “espinho na carne”, me lanço com o meu e sigo, na esperança de que seja curado.
Esta postagem está ótima e o parágrafo anterior tem cara de conclusão, mas eu tinha que comentar um pouquinho sobre meu encontro com o Roberto, o Tel, o Tico e a Thaysa do CultCampinas ontem. Levei minha ‘buda-afro-descendente’ pro costumeiro apoio moral – pra quem não sabe é minha amiga-irmã Regina – e fomos até a pastelaria cujo nome nem me lembro, sita frente à Prefeitura de nossa amada cidade.
Estamos lá, as duas sentadas na mesa, esperando pessoas que nunca vimos na vida, cujas fotos inexistem na Net, o que poderíamos esperar? Eu só tinha dois números de celulares, do Tico e do Tel, então era chegar na hora marcada, esperar ou ligar.
Três pessoas sentaram atrás de nós e eu indaguei minha Buda se elas tinham cara de blogueiros. Com sua paz interior de sempre, ela me respondeu: “Não, estão mais pra músicos”. Beleza. Segundos depois meu celular toca, olho pra trás e um barbudo de óculos escuros está ao celular também. Os risos de todos foi nosso primeiro contato imediato e assim começamos nossos diálogos acerca do que o futuro nos reserva. Ah, o Roberto, também da equipe, apareceu depois.
Também quero deixar registrado que, entre cervejas, sucos de laranja e mini-pasteizinhos, vislumbramos uma pequena correnteza que se formava lá fora, na Av. Anchieta e ficamos preocupados com as enormes goteiras que caiam sobre nossas cabeças, o que nos fez mudar três vezes de mesa. O lugar é tão úmido, que o toilette também tem o mesmo recurso.
No mais, foi uma festinha estranha com gente legal, um papo descontraído e divertido sobre o que rola e não rola de cultural em Campinas. Um grupo de super-heróis discutindo como vão salvar a cidade da ‘monotonia cerebral’ – copiando o próprio texto do blog – que se alastra por aqui!
Imagem1: CultCampinas
Imagem2: Manufatura
Quem não sonha em viver uma grande história de amor, dessas que se vê nos filmes e novelas, onde o casal se ama tanto que consegue enfrentar todas as adversidades da vida com tamanha força e sempre juntos? Mas na correria das mega cidades, no caos das avenidas congestionadas, na rapidez dos momentos, fica difícil perceber coisas singelas como sentimento.
Primeira coisa necessária quando se quer encontrar o verdadeiro amor – e a maioria das pessoas quer, ainda que não tenha coragem de falar abertamente – é saber o que é amor verdadeiro para cada um. Depois é definir critérios, coisas que se considera essenciais no outro e coisas que não poderiam ser toleradas. Visto isso, trabalha-se o processo.
Razão e Emoção
Tem que se ter em mente que a razão e a emoção devem estar equilibradas, ou seja, você deve seguir o coração, mas isso não deve entrar em conflito com seu lado racional, ambos devem trabalhar juntos.
Ok, você deve estar se perguntando: mas estamos falando de buscar o verdadeiro amor ou em abrir um novo negócio? Pessoal ou profissional, entenda, a aplicação é a mesma. Todo mundo quer o sucesso em todas as areas, então o que se deve fazer é agir mais e sonhar na mesma medida. E é bom frisar que é uma poetisa quem está escrevendo. Pode ler minhas poesias e você não verá muita razão naquele sentimento todo.
Correndo Atrás
Correr atrás dos sonhos, inclusive o de encontrar o grande amor de sua vida, exige uma fé estranha. Sim, estranha, porque você não vê e ainda sabe que existe, sabe que só falta se materializar. Portanto ir à direção certa é importante.
Eu constatei a veracidade de uma lei invisível que diz que o universo conspira ao nosso favor quando estamos fazendo o que é certo. Poderia dar muitos detalhes e vocês perceberiam que sou testemunha ocular das maravilhas milagrosas da natureza em colaborar com a realização dos nossos sonhos, mas têm coisas que estão no QUASE-LÁ e que ainda não podem ser anunciadas.
Sabe quando o Roupa Nova cantou: Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir? Você fica com essa mesma vontade e parece que ela vai explodir no seu peito. No entanto, só se pode gritar pra todo mundo ouvir quando chega a hora certa, antes busca-se silenciosamente.
Encontrei o que estava procurando!
Bono cantou várias vezes: I still haven’t found what I’m looking for! Eu sempre me pergunto se ele achou, apesar de entender que o amor ao qual ele se referia tem mais a ver com espiritualidade.
É bom saber que amor é o que envolve todas as relações: a dois, família, amizade, profissional etc. E que uma relação de qualidade compreende força de vontade para superar as situações difíceis. A força de vontade, por sua vez, vem justamente do sentimento, “de repente essa vontade de se ver e a vontade cresce como tem que ser”, já disse Renato Russo.
O desrespeito é a espada afiada que corta o amor ao meio, aos poucos ele vai indo embora, como consequência. É necessário, portanto, abrandar a fala, aumentar a gentileza, ser dócil e ir regando dia após dia, com bastante cuidado, essa plantinha chamada amor.
Aí, então, dizer “encontrei o que estava procurando” será muito possível.
Fotos: Eu e Você
Sabe quando tudo o que você quer é fugir? E aquela pessoa especial, que ela vá junto com você? Pois bem, me sinto assim hoje...
Letra bastante propícia para a ocasião...
Vamos Fugir
Skank
Composição: Arnolpho Lima Filho / Gilberto Gil
Vamos fugir!
Deste lugar
Baby!
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue...
Vamos fugir!
Pr'outro lugar
Baby!
Vamos fugir
Pr'onde quer que você vá
Que você me carregue...
Pois diga que irá
Irajá, Irajá
Prá onde eu só veja você
Você veja a mim só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum
Outro lugar qualquer...
Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul
Céu azul, Céu azul
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao seu corpo nu...
Vamos fugir!
Pr'outro lugar
Baby!
Vamos fugir
Pr'onde haja um tobogã
Onde a gente escorregue...
Vamos fugir!
Deste lugar
Baby!
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue...
Pois diga que irá
Irajá, Irajá
Prá onde eu só veja você
Você veja a mim só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum
Outro lugar qualquer...
Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul
Céu azul, Céu azul
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao teu corpo nu...
Vamos fugir!
Pr'outro lugar
Baby!
Vamos fugir
Pr'onde haja um tobogã
Onde a gente escorregue...
Tô cansado de esperar
Que você me carregue
Todo dia de manhã
Flores que a gente regue...
Uma banda de maçã
Outra banda de reggae...
Todo dia de manhã
Flores que a gente regue...
oooo ... ooo ..
Uma banda de maçã
Outra banda de reggae...
Foto: Photobucket
"Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar.
P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar".
Clarice Lispector
Hoje, isso é tudo o que tenho para dizer...
Foto: Xavecagem












